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18/04/2017

Exportações de empilhadeiras crescem 53% em 2016

Por Bruno de Oliveira

- 18/04/2017

As empresas fabricantes de empilhadeiras e equipamentos para movimentação de cargas exportaram, no ano passado, US$ 1 bilhão 199 milhões, a melhor resultado dos últimos nove anos. O valor é 53,4% maior do que o registrado em 2015, quando os embarques renderam US$ 779 milhões 696 mil, segundo dados da Abimaq, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, obtidos com exclusividade.

As importações continuam pesando mais na balança comercial do setor, ainda que as cifras venham diminuindo desde 2014. No ano passado os custos com equipamentos importados totalizaram US$ 4 bilhões 573 milhões, queda de 13% em relação a 2015.

João Marchesan, presidente da Abimaq, disse que com a melhoria do desempenho das exportações o Brasil se fortalece como produtor regional:

“Se há obras no País o setor vai bem porque abastece a cadeia que atua na área de infraestrutura. O varejo também é outro motor do segmento. Quando ambos estão desaquecidos as empresas buscam oportunidades na América Latina, onde o produto brasileiro é bastante competitivo”.

Das exportações de máquinas e equipamentos no primeiro bimestre o segmento de empilhadeiras e equipamentos de movimentação de cargas teve participação de 4,3%, ou US$ 46 milhões 432 mil. Essa receita foi 27,3% superior à registrada no mesmo período do ano anterior. O valor, no entanto, está abaixo do recorde obtido em 2014, quando as exportações no primeiro bimestre somaram US$ 57 milhões 986 mil.

Marchesan, acredita que o desempenho do início do ano indica que 2017 será um ano interessante para o segmento: “O setor de máquinas e equipamentos como um todo passa por dificuldades, mas não vai mais cair”.

Sobre a queda nas importações de empilhadeiras e equipamentos de cargas Marchesan afirmou que as fabricantes elevaram o nível tecnológico dos equipamentos produzidos no País: “De 2008 para cá chegaram novos competidores, empresas que estavam aqui nacionalizaram produção e outras se uniram porque viram potencial no mercado brasileiro e nos países vizinhos”.

Setor – O saldo da balança comercial de máquinas e equipamentos caiu 24,7% no primeiro bimestre, chegando a US$ 959 milhões 49 mil. No período as exportações foram de US$ 1 bilhão 53 milhões e as importações somaram US$ 2 bilhões 12 milhões. A boa notícia é que as vendas externas para a América Latina cresceram 19,4% no bimestre, chegando a US$ 480 milhões. O presidente da Abimaq afirmou que os embarques para a região foram maiores para os países do Mercosul, atingindo US$ 189 milhões, alta de 19,7%.

As vendas internas de máquinas e equipamentos, no primeiro bimestre, somaram R$ 5 bilhões 792 milhões, valor 3,7% superior a janeiro e fevereiro de 2016. O consumo aparente, que soma as vendas internas e as exportações, caiu 22,4%, e totalizou R$ 13 bilhões 59 milhões.


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